Relato da Reunião Extraordinária do Conselho Gestor em 2 de Fevereiro de 2012 - Parte 2 -

Urbanização das Vilas

 

Com o encerramento da fase de asfaltamento da Estrada-Parque Visconde de Mauá (RJ-163), o Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto, em sua reuniào mais recente, combinou com a coordenadora de obras da SEOBRAS, a Engenheira Carmen Lúcia Petraglia, a realização de uma reunião extraordinária na qual a SEOBRAS e o DER-RJ poderiam expor, para a comunidade da região de Visconde de Mauá as versões mais recentes dos projetos de urbanização das vilas locais e da estrada RJ-151, trecho Ponte dos Cachorros - Maromba, permitindo à comunidade debater questões, formular dúvidas e propor soluções.

 

A engenheira Carmen Lúcia iniciou sua apresentação lembrando que, nos últimos anos, as vilas de Visconde de Mauá, Maringá, Maromba e o Lote 10 vêm dando sinais evidentes de expansão e diversificação, tendo como base econômica a atividade turística. Em 2001, o Plano Diretor de Ecodesenvolvimento da APA da Mantiqueira, no perímetro de Resende, comprovou a necessidade de elaboração de projetos de urbanização e qualificação turística e ambiental nos pequenos núcleos urbanos, principalmente nas vilas e bairro citados.

O governo do estado, através de convênio com o PRODETUR, planejou a execução das seguintes ações na região:

- Implantação dos sistemas de esgoto, nas quatro localidades citadas, e a construção de três estações de tratamento de esgoto.

- Pavimentação e melhorias físicas e operacionais da RJ-163, no trecho entre Capelinha e a vila de Visconde de Mauá.

- Revalidação dos Planos Diretores das vilas.

- Projetos Urbanos Regionais das vilas de Maringá e Maromba.

- Projeto de pavimentação e melhorias físicas e operacionais da RJ-151.

 

Município de Resende

 

          Vila de Mauá

A partir dessa apresentação geral, ela estreitou o foco de sua apresentação à vila de Mauá e Lote 10, através de um mapa de cenário urbano ambiental das duas localidades. Em seguida apresentou um cronograma físico da urbanização da vila de Mauá.

 

As alamedas assinaladas com "x" preto foram eliminadas do projeto devido a existência de uma nascente de água em frente à Escola Municipal.

 

 

Ao apresentar um mapa de urbanização da vila, a coordenadora de obras salientou que, devido à presença de uma nascente de água em frente à escola municipal e um curso de água que atravessa os fundos do terreno do Centro de Turismo e Artesanato, a alameda projetada para aquela localidade foi retirada do projeto. Duas outras alamedas, que sairiam da av. Wenceslau Brás em direção a essa alameda, também foram eliminadas do projeto. Ainda existe a intenção de se fazer um acesso adequado até a porta da escola, mas o assunto permanece sob estudo. Após o colégio estadual, entre a vila de Mauá e o Lote 10, ainda está prevista uma alameda que levará à entrada do Parque Municipal Visconde de Mauá.

Com relação ao lado da vila que margeia o Rio Preto, ficou aberta a possibilidade de não construção dos quiosques ao final da Alameda 3. O projeto mostra um passeio para pedestres, sem pavimentação, talvez com pedrisco branco, na beira do rio, desde a área do encontro do Rio Marimbondo com o Rio Preto, passando pelas diversas “praínhas” na margem do Rio Preto até o campo de futebol.

 

      Lote 10

Na planta de urbanização do Lote 10, notam-se as ruas previstas para receberem pavimentação, calçamento e drenagem. No canto esquerdo da imagem um esboço de como seriam os projetos para pontos de ônibus, não só no Lote 10, como também no restante da região. A coordenadora de obras observou que não é possível organizar o Lote 10 através da legislação de cidades devido a sua característica de lotes ocupados por diversos imóveis e que o bairro está recebendo certas concessões por estar sendo considerado como Área de Interesse Social.  

 

Um das razões para a decretação do Parque Municipal seria justamente para limitar a área de expansão do Lote 10. O SEBRAE já está realizando um edital para a contratação de uma empresa para levantar o projeto.

 

      Centro de Turismo e Artesanato

 

A Sra. Carmen Lúcia conduziu uma apresentação para discutir o Centro de Turismo e Artesanato. A intenção por trás da criação do centro seria atender ao fluxo de turistas que usufruem da região, as necessidades da comunidade e a gestão sobre o território. É uma instalação de uso múltiplo, composta de três anexos interligados por passarela e marquises.

 

  • O Prédio 1 é composto de um auditório com 84 lugares de platéia, palco e hall de acesso. No anexo ainda temos dependências de um camarim, banheiros masculinos e femininos, circulação e acessos, tudo em uma área construída de 187m2. Esse prédio ainda é interligado ao Prédio 2 através de uma área coberta (marquise).

  • O Prédio 2 é a edificação da antiga resfriadeira da cooperativa de leite da região com dois andares de pavimento perfazendo um total de 245 m2 de área construída (O primeiro andar com 128 m2 e o segundo piso, com 117 m2). Abrigará atividades de exposição e administração. O andar térreo será constituído por uma sala de exposição, uma central de informação ao turista, com recepção e um café. Os banheiros existentes completam os serviços oferecidos aos turistas. O acesso deste conjunto de serviços poderá ser feito externamente ou pelo hall de distribuição, e a acessibilidade está garantida por rampas. O segundo piso terá três salas e recepção, que abrigarão os serviços de gestão territorial, municipal, estadual e federal.

  • O Prédio 3 abrigará as oficinas de artesanato, de escultura, de pintura e a biblioteca com salão principal e mezanino. Possui acesso específico e uma ampla varanda que o interliga ao Prédio 2. A acessibilidade é garantida através de rampas. O conjunto possui 256m2 de área construída.
  • Acessos Pavimentados – áreas de estacionamento interno, pátios de serviços, pátio de esculturas e decks de estar, gramados, arborização e cercas vivas projetadas farão parte da urbanização das áreas externas da edificação.

 O terreno todo possui aproximadamente 2750 m2, com acesso principal ao prédio 2 sempre através de escadas ou rampas.

 

A representante da SEOBRAS ainda repetiu informação que já havia prestado na reunião passada do Conselho Gestor, de que uma vez encerrada a construção do Centro, a sua gestão e manutenção ficarão a cargo da Prefeitura de Resende.

 

 

 

Município de Itatiaia

 

       Vila de Maringá

A Sra. Carmen Lúcia explicou que, de uma maneira geral, a proposta de urbanização da vila de Maringá contempla a pavimentação, com repaginação de piso, e a drenagem das áreas centrais da vila, iluminação diferenciada das vias e acessos, sinalização, mobiliário urbano, pontes e caminhos para as áreas utilizadas como balneários e cachoeiras.

 

A ponte da Travessa do Visconde seria refeita, melhorando o acesso através de seu  alargamento. A própria Travessa do Visconde passaria por um processo de recalçamento transformando-se em uma via de pedestre (do tipo calçadão) e limitação no volume de veículos.

 

O grosso da obra no local deverá ocorrer por conta da própria RJ-151.

 

 

      Vila de Maromba

A coordenadora de obras afirmou que, no que diz respeito a essa vila, o projeto prioriza a organização da praça, com uma área aberta e ampla para tráfego de veículos; com um ponto de parada de ônibus e um canteiro central. A proposta contempla a pavimentação e a drenagem das áreas centrais da vila, assim como iluminação diferenciada das vias e acessos.

 

 

 

      Centro de Informações Turísticas

A Sra. Carmen Lúcia informou que esse projeto esbarra no problema de seu avanço por sobre o Rio Preto. A SEOBRAS acredita que o INEA não irá aprovar e, portanto, atualmente o projeto está começando a ser desconsiderado, apesar de já estar feito.

 

Por fim, existe a idéia de se criar totens personalizados de sinalização para as vias e acessos. Assim como pequenos pórticos para acesso às áreas de banho.

 

 

 

A apresentação foi encerrada com as seguintes informações:

  • os projetos estão disponíveis para vistoria na Casa da UERJ; 
  • embora o estado se disponha a realizar modificações pontuais, ele lembrou que o projeto da vila de Mauá já está contratado e em execução, o que dificulta qualquer negociação.
  • Como as outras obras, ainda não foram contratadas, ficam mais fáceis de serem discutidas.

 

A idéia por trás da reunião é justamente permitir que a comunidade conheça o projeto, possa discutir entre si e trazer comentários, sugestões e críticas para a Secretaria.

 

Houve uma breve seção de perguntas e comentários, infelizmente não foi possível captar tudo. Segue, um resumo do que ficou registrado:

Rui Saldanha: 

Seus comentários foram descritos na Parte 1 dessa matéria.

 

Domitila Bercht :

Pergunta: A pavimentação da vila de Mauá será de paralelepípedo ou entretravados?

Resp Carmen Lúcia: Paralelepípedo.

Comentário Domitila: paralelepípedo escorrega quando molhado.

 

Pergunta: Qual a extensão da avenida de pedestres, na Margem do Rio Preto?

Resp Carmen Lúcia: É possível que esse projeto não esteja dentro da atual contratação, pois ele prevê o possível desapropriamento de terras particulares. A avenida se extenderia do Rio Marimbondo até a ponte de pedestres no campo de futebol.

Comentário Redator: A Sra. Carmen Lúcia solicitou ao Sr. Nautali dos Santos (arquiteto da UERJ) eu imprimisse o trecho da avenida de pedestres para disponibilização para a comunidade.

 

Pergunta: Durante uma de suas visitas, o vice-governador prometeu a construção de quadras esportivas na vila de Mauá.

Resp Carmen Lúcia: Não está a par da promessa. Mas de qualquer maneira não está na atual contratação, talvez para o futuro.

 

Pergunta: A iluminação pública do Centro de Turismo pode resultar em poluição luminosa, seria possível modificar o projeto de maneira a focar o feixe de luz para baixo?

Resp Carmen Lúcia: Vai incluir a sugestão na pauta de discussões.

 

Pergunta: Quando ocorre alguma chuva forte a drenagem do campo de futebol, na entrada da vila de Mauá, não dá vazão ao volume da chuva que acaba escoando pela via para dentro da vila.

Resp Carmen Lúcia: Disse que incluiria o assunto na pauta de discussões e solicitou mais informações sobre o assunto para a equipe da UERJ.

 

Rose Nicolino:

Pergunta: Alguma revisão para data de licitação do projeto no Lote 10.

Resp Carmen Lúcia: Ainda não há recurso definido, tem que procurar encaixar o projeto dentro de algum programa. Provavelmente não ocorrerá nesse ano.

 

Pergunta: Bloquetes no Lote 10?

Resp Carmen Lúcia: Nada definido.

 

Marcelo Brito:

Pergunta: Foi realizado algum estudo para se determinar pela utilização do paralelepedo ao invés do entretravado? Análise de preço?

Resp Carmen Lúcia: A opção por paralelepípedo (material mais nobre) nas vilas ao invés de entretravado não foi custo. O entretravado não foi considerado.

 

Julio Buschinelli:

Reclama da qualidade do serviço prestado nas instalações da rede pública de esgoto. Tampas quebram, esgoto dá retorno, fossas ligadas à rede pluvial provocam mau cheiro.

Resp Carmen Lúcia: Mostrou-se surpresa e preocupada com a reclamação, mas afirmou que pessoalmente, ela não é entendida no assunto. Afirmou que a reclamação deveria ser dirigida para o INEA

Resp Paulo Fontanezzi: Propôs que Conselho Gestor convidasse o INEA e a Água das Agulhas Negras para responderem ao assunto, em uma nova reunião.

 

Mostrou-se preocupado com a entrega da gestão do Centro de Turismo e Artesanato para a Prefeitura de Resende. É de opinião, que uma solução melhor seria a administração participativa entre associações com a comunidade. Citou como exemplo, para sua preocupação, as más condições de instalação do Clube de Mauá.

 

Prof. Luis Felipe Guimarães:

Demonstrou sua preocupação com os cortes de contenção na RJ-151 e o excesso de velocidade dos veículos.

Resp Carmen Lúcia: O tema seria analisado pelo Sr. José Roberto do DER, na apresentação seguinte.

 

João Batista:

Reforçou a reclamação quanto ao sistema de esgoto do Lote 10, citou a quebra das tampas e o assoreamento das instalações provocado pelas chuvas.

Resp Carmen Lúcia: Agendamento de reunião com AAN e INEA para discutir a situação do esgoto.

  

Domitila Bercht:

Pergunta: Na vila de Mauá, a pavimentação vai até aonde?

Resp Carmen Lúcia: Entrada do colégio, não chega ao Posto de Saúde.  O trecho após o colégio deverá fazer parte do projeto do Lote 10. Se a comunidade desejar solicitar um aditivo até o Posto de Saúde tem que fazer a solicitação oficial, o mais rápido possível.

Ficou fora do resumo perguntas e/ou comentários do "Tonhão", Ivan "TV", Maria José Diniz (Centro Administrativo da Prefeitura de Itatiaia em Maringá) e Rose Nicolino.

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